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domingo, 1 de fevereiro de 2015

Palavras de Fã - Participação Especial de Gabriel dos Santos Birkhann


Oba! Primeira participação de 2015 na seção Palavras de Fã. Vejam que relato legal do Gabriel dos Santos Birkhann, que começou sua jornada de bem cedo.

Ah, e também tem ao final um poema em homenagem a nossa Rainha do Crime que você não pode deixar de ler! Eu particularmente adorei! Parabéns, Gabriel!



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Gabriel dos Santos Birkhann


Era o ano de 2007.

Eu estava começando  a 5ª série (atual 6º ano) e o meu gosto pela leitura começava a ficar maior depois de “Harry Potter”.
Numa das vezes em que fomos até a Biblioteca da escola, procurando um livro para ler, encontrei um livro escrito por uma mulher chamada Agatha Christie (que um colega pronunciava como “a gata Christie”) e decidi pegá-lo.



Uma professora (que no momento estava na biblioteca!), eu lembro até hoje, perguntou para mim se minha mãe deixava (eu nem tinha 12 anos!) que eu lesse “esse tipo” de livro (com crime), e respondi que sim, afinal qual outra resposta caberia, não sabendo a resposta e sabendo que uma negativa provavelmente não convenceria a professora?

[De qualquer forma, eu estava tão disposto a ler o livro, que teria inclusive voltado lá para pegá-lo com a bibliotecária às escondidas (digo: depois do fim do dia de aula!).]

Então, por fim, peguei o livro e quando comecei a lê-lo senti que haveria de gostar e muito do livro e de sua autora. E de fato, isso aconteceu.
“Assassinato no Expresso do Oriente” (resisto à tentação de colocar um “o” antes) de fato foi uma boa leitura, e a adequada para que eu entrasse de vez no mundo da Dame Agatha, que foi leitura após leitura me conquistando.
Depois eu li vários outros como “O Assassinato de Roger Ackroyd” (que final!), “Convite para um homicídio” (que título atrativo!) e o “E Não Sobrou Nenhum” (basicamente me recuso a aderir ao politicamente correto (sic) e burro) que confirmaram o dom de narrativa (escrita) de Agatha Christie.

Se hoje eu ainda leio (o “ainda” colocado por muitos terá tom depreciativo...!) Agatha Christie?

Mas é claro! (A releitura de “Morte na Praia” – mesmo sabendo o final- me aguarda...!).

E você, mon cher ami (isso me lembra alguém...!), como conheceu “A Rainha do Crime”?


Gabriel dos Santos Birkhann



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P.S: Minha mãe me contou um dia que essa professora, um pouco depois, perguntou a ela (minha mãe) sobre os livros que eu andava lendo. Essa professora tinha a melhor das intenções, e não era daquelas intenções que enchessem o inferno.



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P.S II: Um poema (spoilers a depender do leitor) em homenagem à Dame Agatha:


Jogando baralho o crime compensa?
Convidando a morte ela aceita?
Nos ares se mata tal como na terra?
E no Egito e na Inglaterra?
E se você que conta a trama tiver empunhado a adaga?
Se a cada respirada o verde exala?
E se o alfabeto contar tua morte?
E nos três atos houve suspense veneno e morte?
E o teu álibi é o jantar ou um duplo ali está?
E se no Caribe o crime for te encontrar?
Tudo tens na mão e se fores esperto

Antes dos detetives tu acharás a solução


Gabriel dos Santos Birkhann



terça-feira, 24 de setembro de 2013

Palavras de Fã - Participação Especial: Alessandra Sato

 
 
 

ESPECIAL  SETEMBRO 2013:

MÊS de ANIVERSÁRIO de

AGATHA CHRISTIE


 

Agora, o Fã é quem fala!

Todo nós, que somos fãs, já experimentamos esta curiosa trajetória entre o escuro sem graça do período quando desconhecemos um artista, e o fascinante mundo multicolorido de emoções que se descortina diante de nós depois que o conhecemos. Sabendo disso, para o primeiro tema da nova seção desta Revista-blog – Palavras de Fã – convidei vários fãs de Agatha Christie a responderem em poucas palavras a seguinte pergunta: como se tornou fã de Rainha do Crime.

Respondendo essa pergunta de um jeito criativo, olhem só que legal o desafio que Alessandra Sato nos propõe nestes versos: será que você consegue desvendar o mistério antes do fim dos versos? Envie um comentário dizendo se conseguiu e o que achou desta proposta super legal da Alessandra!

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DESVENDE MEU ENIGMA, SE FOR CAPAZ!

Enigmas, mistérios, crimes aparentemente sem solução:

Livros que nos prendem da primeira a última página.

Pistas espalhadas pela estória, verdadeiras e falsas,

Resolver o mistério antes do fim: quase impossível!

Agatha Christie: a maior de todos os escritores de suspense,

Mostra-nos como podemos ser facilmente enganados

Surpreendendo-nos ao final com uma solução lógica,

Só nos restando suspirar, aliviados, de toda a tensão da estória.

Inspirada pela Rainha do Crime, resolvi desafiar você:

Mantendo um enigma escondido nestes versos.

Tente solucioná-lo – mas faça isso antes do final do poema!

Ousei aqui também instigar você – fã de estórias de detetive!

Resolva este mistério se for capaz – mas preste a atenção nesta pista:

Iniciais destes versos devem ser lidas

Ordenadamente, calmamente, uma a uma,

Porém na ordem inversa – e você terá uma surpresa!
 

Alessandra Sato
 
 
 

Palavras de Fã - Participação Especial: Vera Lima


 
ESPECIAL  SETEMBRO 2013:
MÊS de ANIVERSÁRIO de 

AGATHA CHRISTIE







Agora, o Fã é quem fala!

Todo nós, que somos fãs, já experimentamos esta curiosa trajetória entre o escuro sem graça do período quando desconhecemos um artista, e o fascinante mundo multicolorido de emoções que se descortina diante de nós depois que o conhecemos. Sabendo disso, para o primeiro tema da nova seção desta Revista-blog – Palavras de Fã – convidei vários fãs de Agatha Christie a responderem em poucas palavras a seguinte pergunta: como se tornou fã de Rainha do Crime.

 
Hoje, Vera Lima, com uma dose de humor, nos conta como foi que se tornou fã de Agatha Christie e também um pouco de suas desventuras com a pronúncia do nome de Poirot. (Quem nunca o pronunciou errado, que atire a primeira pedra!)

 

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Meu primeiro contato com Agatha (olha a familiaridade) foi a partir de livros alheios. Minha tia tinha uma enorme coleção de livros da Agatha, acho que era uma coleção completa, pelo menos no que diz respeito aos romances policiais. Mas eu confesso que não tinha a menor curiosidade porque não gostava muito de estórias de detetive.

 

Até que conheci Sebastião, que eu chamava de Sebastian, um negro lindo, inteligente, simpático, que era motorista na casa da minha tia. Sim, eu sou a prima pobre da família, e sim, tive sempre um fraco por, digamos, pessoas do gênero masculino pertencentes à etnia afro-americana. Mas estamos nos desviando do foco.

 

Sebastian era leitor assíduo de Agatha e insistia em indicar os livros dela. Relutante, apenas pra ter assunto com Sebastian corri à estante de titia e peguei qualquer volume sem nem olhar o título. Nem lembro que livro era esse. Foi tão boa a leitura que não parei mais de ler e apreciar romances policiais.

 

Sebastian ficou esquecido no tempo como uma vaga lembrança, algo moreno jambo escuro e aquele sorriso branquíssimo. Já Agatha eu visito e revisito sua obra policial e cada vez o prazer se renova. Até porque nunca lembro quem é o assassino, então, cada releitura tem sabor de novidade e de espanto.

 

Quando terminei de ler meu primeiro livro da Agatha, encontrei Sebastian ansiosa e orgulhosa pra comentar o livro, o assassino, a trama. E disse, já toda íntima da literatura de Agatha: - adorei o detetive Hércules Póiroti. Tanto esforço pra demonstrar que estava à altura de Sebastian...

Vera Lima



 

Palavras de Fã - Participação Especial: Julia Helena







ESPECIAL  SETEMBRO 2013:
 
MÊS de ANIVERSÁRIO de

AGATHA CHRISTIE


 
 
  
Agora, o Fã é quem fala!

Todo nós, que somos fãs, já experimentamos esta curiosa trajetória entre o escuro sem graça do período quando desconhecemos um artista, e o fascinante mundo multicolorido de emoções que se descortina diante de nós depois que o conhecemos. Sabendo disso, para o primeiro tema da nova seção desta Revista-blog – Palavras de Fã – convidei vários fãs de Agatha Christie a responderem em poucas palavras a seguinte pergunta: como se tornou fã de Rainha do Crime.

Neste relato, Julia Helena nos conta como se tornou uma grande fã de Agatha Christie depois que fez uma viagem a Torquay, terra natal da escritora.


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DESCOBERTA ACIDENTAL de AGATHA CHRISTIE
 


Eu não só adoro viajar como também trabalho neste ramo. Assim, em 2002, quando eu estava fazendo uma viagem pelo Sul da Inglaterra, fui parar em Torquay, que é onde nasceu Agatha Christie. Naquela época, eu não era uma fã dela, sabia que ela existia, talvez tivesse lido ou começado a ler algum livro dela, confesso que não tinha a menor lembrança disso, e talvez também tivesse visto algum filme, não tinha certeza. Bem, Agatha Christie era para mim completamente indiferente naquela época. Porém, praticamente tudo em Torquay  gira em torno dela: os hotéis, as pousadas, as igrejas, as praças, as ruas, as lojas antigas, os prédios antigos, a estação de trem, as praias, a marida, os piers, todos têm alguma estória pra contar relativa a ela, alguma coisa que Agatha Christie fez em sua vida naquele lugar. Me lembro que tinha um café que vendia salgados e sanduiches, e os nomes eram nomes de livros dela. Assim, você tinha que pedir um Assassinato no Campo de Golfe sem tomate e com maionese, ou tinha que perguntar o se dava para preparar um E Não Sobrou Nenhum sem ovos. Era engraçado!  Além disso, para onde você olhava pela cidade, tinha uma placa de metal grande com uma foto de Agatha Christie no centro e o nome do local. As vezes, tinha até a explicação do que aquele lugar tinha a ver com ela.

Bem, o fato é que é impossível ir a Torquay e não dar uma olhadinha pelo menos em um livro de Agatha Christie. Eu e uma de minhas amigas ficamos curiosa para saber o que que ela tinha de tão especial, e compramos um livro, o único que encontramos de uma edição portuguesa, para ler, que era o Morte no Nilo. Eu fiquei tão presa a estória, tão intrigada com o mistério, que não queria sair do quarto do hotel até acabar de ler! Minha amiga que também quis ler não ficou assim tão entusiasmada, mas leu tudo também, e a outra ficou danada da vida porque teve que passear sozinha enquanto eu lia o livro. Depois disso, foi uma consequência automática eu me tornar uma grande fã. É pena porque se eu já fosse fã antes de ter ido a Torquay, acho que eu teria curtido mais e melhor o lugar. Eu Mac prestava a atenção no que Agatha Christie tinha feito nos lugares, pois já estava acostumada a ver a plaquinha com seu rosto por todos os lados. Mas não tem problema não: um dia eu vou voltar lá e aí então eu vou curtir muito todas aquelas coisas que só depois eu fiquei sabendo direito que Agatha Christie fez por lá.

Julia Helena Andrade

 

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Palavras de Fã - Participação Especial: Hugh Stephens




ESPECIAL  SETEMBRO 2013:

MÊS de ANIVERSÁRIO de

AGATHA CHRISTIE



Agora, o Fã é quem fala!

Todo nós, que somos fãs, já experimentamos esta curiosa trajetória entre o escuro sem graça do período quando desconhecemos um artista, e o fascinante mundo multicolorido de emoções que se descortina diante de nós depois que o conhecemos. Sabendo disso, para o primeiro tema da nova seção desta Revista-blog – Palavras de Fã – convidei vários fãs de Agatha Christie a responderem em poucas palavras a seguinte pergunta: como se tornou fã de Rainha do Crime.

Hoje, o compatriota inglês de Agatha Christie, Hugh Stephens, nos conta o que, ou melhor, quem o levou a se tornar um grande fã de nossa querida escritora. Hum, quem será esta pessoa....

 

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Como uma brasileira ensinou um inglês a gostar de Agatha Christie

Eu sou inglês, nascido em Manchester, e moro há 14 anos no Rio de Janeiro, Brasil. Eu certamente sabia da existência de Agatha Christie desde pequeno nos tempos de escola. Todavia, são tantos os escritores e poetas ingleses ou irlandeses, escoceses, norte americanos, australianos, sul africanos,  que são considerados importantes, que o nome de todos eles ficou retido em minha memória, mas a Sra. Agatha Christie não era a que eu tinha o costume de ler. Na época em que vim para o Brasil trabalhar em pesquisas em uma universidade brasileira, eu tive o prazer de conhecer uma colega da mesma universidade, a Professora Christy, esta brasileira apaixonada por Agatha Christie, especialista em literatura inglesa e norte americano, e que lecionava justamente literatura inglesa na Faculdade de Letras da mesma universidade. Não me envergonho de dizer que Christy entende e conhece muito mais sobre os escritores e os poetas de meu país e sobre literatura em geral do que eu mesmo jamais vou conseguir conhecer um dia! Minha amiga logo ficou muito decepcionada quando descobriu esta minha deficiência, ou seja, minha britânica ignorância. Bem, para tentar ganhar uns pontinhos com ela e também, tenho que admitir, devido ao meu orgulho inglês, para que eu não ficasse tão por baixo, decidi ler um livro qualquer de Agatha Christie e lhe pedi que me indicasse um. Sabiamente, ela me emprestou Ten Little Niggers. Desde então, tornei-me um grande fã e adepto da literatura detetivesca, especialmente dos livros de Agatha Christie. Passei a frequentar o Clube de Leitura e Detetives, coordenado pela Christy, e acabei influenciando muitos de meus colegas de trabalho e amigos, brasileiros e de outras nacionalidades, a lerem a Rainha do Crime. E foi assim que uma brasileira, muito simpática e culta, dona do sorriso mais bonito que eu já vi em minha vida, ensinou a um inglês muito tolo e orgulhoso a apreciar a maior escritora inglesa de estórias de mistério: Agatha Christie.

H. Stephens.

Palavras de Fã - Participação Especial: Adriano Couto




ESPECIAL  SETEMBRO 2013:

MÊS de ANIVERSÁRIO de

AGATHA CHRISTIE




Agora, o Fã é quem fala!

Todo nós, que somos fãs, já experimentamos esta curiosa trajetória entre o escuro sem graça do período quando desconhecemos um artista, e o fascinante mundo multicolorido de emoções que se descortina diante de nós depois que o conhecemos. Sabendo disso, para o primeiro tema da nova seção desta Revista-blog – Palavras de Fã – convidei vários fãs de Agatha Christie a responderem em poucas palavras a seguinte pergunta: como se tornou fã de Rainha do Crime.

Nosso querido Adriano Couto, grande fã de Agatha Christie, chegou até a criar um adjetivo para definir todos aqueles que apreciam a obra da Rainha do Crime: os agathianos. Eu, com toda certeza, sou uma orgulhosa agathiana!


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Olá amigos (as) "agathianos" (as)!

Conheci a Agatha Christie (de fato) recentemente. Ate o final do ano passado não lia quaisquer tipos de livros de ficção, tinha até mesmo "preconceito", pois acreditava que estaria perdendo tempo, pensando que estava deixando de aprender algo cientifico, logo, somente lia livros didáticos, biografias, acadêmicos, teóricos, epistemológicos (como estou cursando Ciências Sociais, dai vocês imaginem! rs). 

Só que no final do ano passado, achei que iria surtar de tanto ler tanta coisa abstrata! Precisava "viajar", então resolvi me interessar pela literatura de ficção, mas qual gênero? Pesquisei, tentei um ou outro, até lembrar-me da Agatha Christie, e fui atrás (em cada autor, tentava descobrir a abra mais famosa), daí descobri segundo as pesquisas que o livro mais famoso era "E Não Sobrou Nenhum"! Então fui comprar o livro! Só que não achei em lugar nenhum!!! Depois de muito procurar, achei em quadrinhos LP & M, junto com a "Morte na Mesopotâmia".

Após esta leitura (lembrando que após encontrar este HQ, qualquer banca que eu passava, tinha o livro "E Não Sobrou Nenhum", com o título "E não sobrou nenhum!") baixei o filme do "Assassinato no Expresso Oriente", mais alguns da serie inglesa do Poirot ("Assassinato no Beco" e "O caso das amoras pretas").

Algum tempo depois, ganhei de aniversário "O assassinato na casa do pastor". Na sequência, li "Um brinde de cianureto"; "A casa do Penhasco"; quadrinhos LP & M "Assassinato no Expresso Oriente" e "Morte no Nilo"; "O mistério do trem azul"; "O cavalo amarelo" (meu favorito até agora!) e em seguida vou ler "Assassinato no campo de golfe". 

Sei que deveria obedecer uma ordem cronológica em minhas leituras, mas vou lendo e assistindo filmes conforme tenho acesso. Falando em filmes, olhei: "O segredo dos Chimneys"; "Um gato entre os pombos"; "Mistério no Caribe"; "O caso dos dez indiozinhos" (mudou o final do livro, não gostei! rs) e "O assassinato na casa do pastor".

Após esta "iniciação", ganhei também "Um estudo em vermelho" do Sherlock Holmes, mas prefiro a nossa querida Agatha. Me rendi completamente às suas obras e apaixonei-me pela nossa querida Miss Marple.

Ah, e de tão inspirado por suas histórias, fiz um curso de Detetive Particular! Rsrs. O referido curso, foi um casamento perfeito com a minha profissão (sou vigilante). 

Depois deste processo, queria encontrar no Facebook, um grupo ou fanpage sobre a Rainha do Crime, dai encontrei vocês e desde então passei a aprender muito mais sobre a nossa querida autora, com os relatos dos demais participantes.

Ufa! Esse é o meu "testemunho de conversão ao "agathianismo" (inventei agora essa expressão!) hahahaha!

Boas leituras!
Adriano Couto

 

Palavras de Fã - Participação Especial: Júnia Santos


 
ESPECIAL  SETEMBRO 2013:

MÊS de ANIVERSÁRIO de

AGATHA CHRISTIE

 
 
 
Agora, o Fã é quem fala!

Todo nós, que somos fãs, já experimentamos esta curiosa trajetória entre o escuro sem graça do período quando desconhecemos um artista, e o fascinante mundo multicolorido de emoções que se descortina diante de nós depois que o conhecemos. Sabendo disso, para o primeiro tema da nova seção desta Revista-blog – Palavras de Fã – convidei vários fãs de Agatha Christie a responderem em poucas palavras a seguinte pergunta: como se tornou fã de Rainha do Crime.

Neste relato, Júnia Santos compartilha conosco a trajetória que a levou a se tornar uma grande fã de Agatha Christie, bem como um trecho de sua obra, sempre inspiradora.

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Aprender a ler foi como descortinar uma outra dimensão em minha vida, lembro  da minha alegria de poder ''decifrar'' e anúncios e outdoors pelas ruas. Não tinha acesso a livros, até que um dia me levaram a uma biblioteca. Uau! Que alegria me deparar com uma ''casa'' de livros, de todos os jeitos. Lembro que devorei os livrinhos para minha idade  rapidinho e comecei a ler livros mais avançados (Hemingway, Tolstói e ....) peguei  um livro com uma capinha até meio sem graça de uma tal Agatha Christie! Minha Nossa Senhora do livrinho  genial! Foi qualquer coisa de sensacional! O livro foi '' O assassinato de Roger Ackroyd'', fiquei entre besta com a originalidade e indignada  com  a hora que que a autora fez com a minha cara, kkk. Nem preciso dizer que li todos os livros dela que tinha na biblioteca e  ao longo da vida fui descobrindo outros e  hoje qualquer pessoa que me conhece um tantinho, já sabe  dessa minha  admiração, não só pela obra dela, como também pela pessoa incrível  que  desvendamos  a cada dia!  Sem dizer que ela também é responsável por nos apresentar esse seres maravilhosos, que permeiam os livros ( Poirot , Hastings, Miss Marple,Henry Clitering ,Comandante Battle, Ariadne Oliver... ) e posso dizer com franqueza que algumas  citações de  outros livros nos livros dela, me aguçaram a curiosidade de ler clássicos ingleses, com Shakespeare!


E só para finalizar , tem ainda aqueles  pensamentos profundos ou parte  muito sensíveis que as vezes nem são ditos por personagens principais ou importantes, mas , que nos tocam a alma  e  compartilha conosco algum momentos difíceis ou muito felizes da nossa vida!

 
Posso deixar um deles aqui?  Um trecho de '' A mansão Hollow'':

 
''-Você é tão quente, Midge.

Sim , pensou ela, aquilo sim era o desespero.Uma coisa fria, uma coisa de frieza e solidão infinitas. Até então, nunca compreendera que o desespero era uma coisa fria.Pensara nele como uma coisa quente e apaixonada, uma coisa violenta, um desespero de sangue quente. Mas não era assim. Isso era o desespero, -essa escuridão exterior e total feita de frieza e solidão. E o pecado do desespero, de  que os padres falavam , era um pecado frio, o pecado de afastar-se de todos os contatos quente e humanos.''

 
Júnia Santos Graça



segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Palavras de Fã - Participação Especial: João Batista Jr.



ESPECIAL  SETEMBRO 2013:

MÊS  de ANIVERSÁRIO de

AGATHA CHRISTIE





Agora, o Fã é quem fala!

Todo nós, que somos fãs, já experimentamos esta curiosa trajetória entre o escuro sem graça do período quando desconhecemos um artista, e o fascinante mundo multicolorido de emoções que se descortina diante de nós depois que o conhecemos. Sabendo disso, para o primeiro tema da nova seção desta Revista-blog – Palavras de Fã – convidei vários fãs de Agatha Christie a responderem em poucas palavras a seguinte pergunta: como se tornou fã de Rainha do Crime. Assim, publico a seguir o relato de João Batista Jr, mais um leitor assíduo da Revista-blog e grande fã de Agatha Christie.

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Como me tornei fã de Agatha Christie

Minha irmã mais velha me indicou Agatha Christie, mas mal ela sabia que futuramente eu iria gostar de seus livros muito mais que ela. O primeiro que eu li foi ''Treze a Mesa'' e logo me interessei muito, vou ser sincero, não me apaixonei pela história como se fosse uma trilogia do Senhor dos Anéis ou Crônicas de Narnia, mas me interessei bastante porque foi diferente de tudo o que eu já tinha lido, cada cenário, as falas, o Poirot chato - pera ai que eu amo ele - e seus argumentos únicos, um ícone pra fala a verdade, inesquecível. Logo, quando fui devolver, peguei ''Os Elefantes Não Esquecem'' e pronto, já me tornava fã dessa mulher na hora, a história por ter misturado romance (amor) e drama fez com que se tornasse minha obra favorita da autora por longos meses seguintes. Vi seu talento único numa peça teatral, passada para um romance em ''O Visitante Inesperado'' e me impressionei, mas ainda estava fiel com meu livro favorito. Abrindo um aspas, é característica de um fã de Agatha ficar expondo seus livros favoritos né kkkk. ''A Casa do Penhasco'' trouxe o suspense, gênero que gosto muito tanto na literatura como no cinema, que me encantou mais ainda, pronto, ''Os Elefante Não Esquecem'' perdeu o título, hoje nem mais Top 5 ele é mais, cada um que lia era melhor que o outro e diferente, que me impressionava de mais, mesmo que isso não fosse tão necessário assim, porque um livro da Agatha igual ao outro, tenho certeza que não me enjoaria, o prazer do cenário dos livros é impecável.

 
Resumindo, encontrei um mundo a moda antiga que tanto adorava mas não sabia, super recomendo, quem não leu Agatha não sabe o que está perdendo. Falei que era fã né? Agora sou apaixonado! Ela traz ensinamentos, não são livro de auto-ajuda, mas em cada livro a gente tira uma mensagem importante, entendo como o cérebro humano age, ver como cérebros sádicos funcionam é muito interessante. Todos nós já queremos um dia participar de um crime pra apenas sentir na pele como é que é o suspense, mas nunca tivemos coragem - ainda bem né - e  ver tudo meio que fora, mas envolvente com a história não tem preço. Uma palavra ao romances dela? Barato, mas sabe por que, porque nunca encontrei vendendo com o preço que eles merecem serem vendidos, por tão bons que são!
 
João Batista Jr.