sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

QUIZ - O NATAL DE POIROT






Estamos comemorando a época do Natal! 

E nada melhor do que um QUIZ – sobre o livro O Natal de Poirot, de Agatha Christie, publicado em 1938.


Atenção: NÃO há ending spoiler neste QUIZ!


obs: Optei por colocar nos créditos das fotos apenas que são cenas do episódio de TV Poirot e não o nome dos atores e seus personagens para não dar a resposta de algumas perguntas.



cena do seriado de TV Poirot,  episódio O Natal de Poirot


1- Em O Natal de Poirot, o multimilionário Simeon Lee convida os membros de sua família para passar o Natal em sua propriedade. Este fato, porém, é visto com muita desconfiança por seus parentes, porque:

A- Simeon Lee era um velho rabugento que detestava o Natal e todas as festividades tradicionais entre as famílias.

B- Simeon Lee era um velho solitário e recluso, que sempre preferira passar o Natal diante da lareira, em companhia de um bom livro.

C- Simeon Lee era um velho tirânico que jamais dera provas de que se importava com sua família.

D- Simeon Lee era um velho adoentado que não enxergava mais graça na vida e preferia a solidão.


2- Quais são os filhos legítimos de Simeon Lee que foram convidados para o Natal e qual deles era considerado a ovelha negra da família?

A- Alfred, George, David e Harry, a ovelha negra da família.

B- Alfred, David, Harry e Stephen, a ovelha negra da família.

C- Harry, George, Walter e Alfred, a ovelha negra da família.

D- George, Stephen, Walter e Harry, a ovelha negra da família.



cena do seriado de TV Poirot,  episódio O Natal de Poirot



3- Também estava presente uma jovem de origem latina que ninguém conhecia e que fora apresentada como neta de Simeon Lee. Como se chamava esta jovem e quem era ela na realidade?

A- Pilar Estrañados, uma filha ilegítima de Simeon Lee.

B- Pilar Estrajados, filha de um antigo sócio de Simeon Lee.

D- Pilar Estravados, a única neta de Simeon Lee.

E- Pilar Estranados, a neta mais nova de Simeon Lee.


4- Comparece para o Natal um hóspede inesperado, Stephen Farr, que era na verdade:

A- sobrinho de um antigo sócio de Simeon Lee no negócio de lapidação de diamantes.

B- filho ilegítimo de Simeon Lee, nascido na região em que ele possuíra as minas de diamantes.

D- filho de um antigo sócio de Simeon Lee nas minas de diamantes.

E- sobrinho de Simeon Lee, que trabalhara junto com seu antigo sócio na produção gemas de diamantes.



cena do seriado de TV Poirot,  episódio O Natal de Poirot



5- Por que motivo o Superintendente Sugden estava na casa na ocasião do assassinato?

A- Porque Simeon Lee o havia chamado para participar do Natal pois desconfiava que um de seus parentes iria tentar assassiná-lo.

B- Porque o Superintendente Sugden era um antigo conhecido de Simeon Lee, e este queria lhe confidenciar alguns fatos estranhos que vinha notando.

C- Porque Simeon Lee o havia chamado para investigar o roubo de uma grande quantidade de pedras brutas de diamante de seu cofre.

D- Porque o Superintendente Sugden estava investigando um caso de contrabando de diamantes e precisava fazer umas perguntas a Simeon Lee.


6- De repente, na véspera de Natal, todos escutam o som de móveis sendo quebrados e jogados, e em seguida, um grito terrível e agonizante. Quando se dirigem ao cômodo onde estava Simeon Lee:

A- o cômodo estava trancado e eles precisam quebrar o vidro das portas francesas para entrar.

B- o cômodo estava trancado e eles precisam derrubar a porta para entrar.

C- o cômodo estava trancado e eles precisam soltar o trinco da janela para entrar.

D- o cômodo estava com a porta fechada, porém não estava trancada e eles simplesmente abrem e entram.


7- Quando finalmente entram no cômodo, veem que alguns móveis pesados estavam virados e todos se deparam com uma cena horrível:

A- Simeon Lee estava morto, com uma faca enterrada em seu peito, em uma enorme poça de sangue.

B- Simeon Lee estava morto, com sua garganta cortada, em uma enorme poça de sangue.

C- Simeon Lee estava morto, com o crânio esmagado, em uma enorme poça de sangue.

D-  Simeon Lee estava morto, com um corte na cabeça, em uma enorme poça de sangue.



cena do seriado de TV Poirot,  episódio O Natal de Poirot




8- Enquanto todos olhavam espantados para aquela cena, Pilar pega discretamente alguma coisa do chão e a mantém escondida em sua mão. O que ela pegou?

A- um pedacinho de borracha e um objeto pequeno de madeira.

B- uma pequeno pedaço de uma lâmina de faca partido e um fragmento de tecido partido.

C- um alfinete de chapéu de madrepérola e um objeto pequeno de metal.

D- um pequeno pedaço de enfeite de chapéu partido e um pedacinho rasgado de papel.


9- Quem viu Pilar pegando os objetos do chão e o que esta pessoa fez depois?

A- Harry Lee, que a lhe propôs um acordo relativa à fortuna que herdariam do velho para não contar o que viu.

B- Lydia Lee, que a chantageou para não denunciá-la à polícia como assassina.

D- Superintendent Sugden, que a forçou a abrir a mão e mostrar o que tinha encontrado.

E- O mordomo, que contou discretamente ao Superintendente Sugden, que por sua vez obrigou Pilar a entregar os objetos.


10- Quem eram, respectivamente, Horbury, Tressilian e Walter?

A- O mordomo, o valete de Simeon Lee e o jardineiro.

B- O secretário de Simeon Lee, o mordomo e o motorista.

C- O valete de Simeon Lee, o mordomo e o lacaio.

D- O mordomo, o secretário de Simeon Lee e o empregado.



cena do seriado de TV Poirot,  episódio O Natal de Poirot


11- O Natal de Poirot foi dedicado a James, que teria se queixado com Agatha Christie de que os assassinatos em suas estórias haviam se tornado excessivamente refinadas e pouco sanguinolentas. Quem era James?

A- Seu sobrinho

B- Seu fã

D- Seu cunhado

E- O filho de seu primo


12- No início do romance consta uma epígrafe com a seguinte citação de Macbeth, de Shakespeare: Mas quem pensaria que o velho tinha tanto sangue em si? Na estória, quem falou esta frase?

A- Lydia, a nora de Simeon Lee.

B- Henry, o filho de Simeon Lee.

C- Horbury, o valete de Simeon Lee

C- Superintendente Sugden, o inspetor de polícia.


13- O Natal de Poirot foi publicado pela primeira vez em 19 de dezembro de 1938 no Reino Unido pela Collins Crime Club. Todavia, o primeiro copyright ou direito autoral é curiosamente datado de:

A- 1940

B- 1939

C- 1937

D- 1936



cena do seriado de TV Poirot,  episódio O Natal de Poirot



14- O livro foi publicado no Reino Unido em 1938 com o título de Poirot’s Christmas (O Natal de Poirot). Mas, em sua publicação nos Estados Unidos por Dodd, Mead and Company em 1939, o título foi modificado para:

A- Christmas Murder (Assassinato de Natal)

B- Murder for Christmas (Assassinato para o Natal)

C- Candles, Presents and Murder (Velas, Presentes e Assassinato)

D- Murder on Christmas Eve (Assassinato na Véspera de Natal)



15-  Em outra edição norte-americana, pela Avon em 1947, o título passou por nova modificação, passando então para:

A- Murder at Christmas (Assassinato no Natal)

B- Murder Season (Temporada de Assassinato)

C- A Holiday for Murder (Um Feriado para Assassinato)

D- Murder and Cristmas Tree (Assassinato e Árvore de Natal)



16- O romance foi serializado pela primeira vez nos Estados Unidos em .......... partes, de novembro de 1938 a janeiro de ........., com o título de ............... e ilustrações de Mario Cooper.

A- 3 – 1939 – Murder For Christmas

B- 10 – 1940 – Poirot’s Christmas

C- 10 – 1939 - Murder For Christmas

D- 15 – 1940 - A Holiday for Murder



cena do seriado de TV Poirot,  episódio O Natal de Poirot



17- A serialização da estória no Reino Unido foi feita em …….. partes no Daily Express, de novembro de 1938 a ............., com o título de ........

A- 10 – dezembro de 1938 - Poirot’s Christmas

B- 20 – dezembro de 1939 - Murder at Christmas

D- 20 – dezembro de 1938 - Murder at Christmas

E- 15 – dezembro de 1939 - Poirot’s Christmas



18- Dois fatos curiosos sobre esta edição Britânica serializada são que:

A- havia ilustrações, mas sua maioria não continha créditos, e foi suprimida a divisão em capítulos.

B- cada parte continha uma única ilustração de Mario Cooper, e a ordem de três capítulos foi alterada.

C- algumas das partes não vinham com ilustrações, e os capítulos não tinham títulos.

D- as ilustrações também eram de Mario Cooper, e os capítulos vinham com uma citação de alguma obra de Shakespeare.



19- Qual personagem de O Natal de Poirot tinha aparecido também em Tragédia em Três Atos (1935), e chega a mencionar este outro caso no livro?

A- Superintendente Sugden

B- Hercule Poirot

D- Coronel Johnson

E- Tressilian, o mordomo


cena do seriado de TV Poirot,  episódio O Natal de Poirot



20 - Em O Natal de Poirot, Agatha Christie trabalha com o tema do parente cuja natureza tirânica e sádica o leva diretamente ao seu assassinato. Este mesmo tema se repete nos seguintes trabalhos da autora:

A- Encontro com a Morte (1938); A Casa Torta (1949); Punição para a Inocência (1958).

B- Morte na Praia (1941); A Mão Misteriosa (1942); Encontro com a Morte (1938)

C- A Casa Torta (1949); Punição para a Inocência (1958); Cem Gramas de Centeio (1953)

D- A Mão Misteriosa (1942); A Casa Torta (1949); Cem Gramas de Centeio (1953)



21- O Natal de Poirot foi adaptado para o rádio pela BBC Radio, sendo a segunda adaptação de um caso de Poirot para o rádio. Quando foi ao ar esta adaptação e que ator fez o papel de Hercule Poirot?

A- Dezembro de 1972 com Albert Finney.

B- Dezembro de 1986 com Peter Sallis.

C- Dezembro de 1982 com Tony Randall.

D- Dezembro de 1978 com Peter Ustnov.



cena do seriado de TV Poirot,  episódio O Natal de Poirot




22- Na adaptação feita para TV como parte do seriado Poirot em 1994, alguns personagens foram modificados ou deixados de fora. É o caso do Inspetor Japp, que foi colocado na versão da TV em substituição a:

A- Superintendente Sugden

B- Stephen Farr

C- Coronel Johson

D- Horbury



23- Outra alteração significativa feita na adaptação para TV foi o que aconteceu com o personagem Stephen Farr, que:

A- foi omitido, e seu pai, o antigo sócio de Simeon Lee, passou a ser Horbury.

B- permaneceu na estória, mas seu nome foi mudado para Walter.

C- permaneceu na estória, mas não teve qualquer interesse por Pilar.

D- foi omitido, sendo seu interesse romântico por Pilar passado para Harry.



cena do seriado de TV Poirot,  episódio O Natal de Poirot



24- Além destas modificações nos personagens da estória feitas na versão para a TV, o episódio televisivo também omitiu;

A- Hilda e David Lee, nora e filho de Simeon Lee.

B-  George e Lydia Lee, genro e filha de Simeon Lee.

C- Magdalene e George Lee, nora e filho de Simeon Lee.

D- Oscar Greyburry, noivo de Pilar.



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RESPOSTAS:


1- C

2- A

3- D

4- D

5- C

6- B

7- B

8- A

9- D

10- C

11- D

12- A

13- B

14- B

15- C

16- C

17- D

18- A

19- D

20- A

21- B

22- C

23- D

24- A









sábado, 6 de dezembro de 2014

PERSONAGENS que também AMAMOS - HASTINGS: UM GENTLEMAN MUITO CHARMOSO


Dos chapéus e ternos cinza às boinas e coletes coloridos, do sobretudo à jaqueta de couro: o Capitão Hastings sabe se vestir com elegância em qualquer ocasião, formal ou esportiva.


Hugh Fraser como Capitão Arthur Hastings


Todos sabemos como o guarda-roupa de Hercule Poirot é impecável. Afinal, com todas as suas manias e apreço pela perfeição, este quesito não poderia ser diferente. E a excelentemente bem produzida série de TV Poirot cuidou para que esta verdade se mantivesse. Porém, alguém já notou como o Capitão Hastings também é um homem muito e elegante - e além de ser bem charmoso?  



Hugh Fraser como Capitão Arthur Hastings


O Capitão Arthur Hastings, interpretado na série de TV Poirot por Hugh Fraser, amigo e companheiro de Hercule Poirot em diversas investigações, não fica atrás do detetive quando se trata de se vestir bem. Diferente do detetive, porém, Hastings apresenta um guarda-roupa bem mais versátil e atualizado. 



JOVIALIDADE COM ESTILO



Hastings: descontraído e jovial

Enquanto Poirot mantém um estilo muito próprio, baseado na perfeição dos detalhes e nas peças tradicionais de que gosta e das quais não pretende abrir mão ou mudar, Hastings, por sua vez, gosta de variar e se mostra atento ao estilo jovial e à moda vigente na ocasião. Se o calça de linho ficou um pouco amassado, tudo bem: isto faz parte do estilo. Se está calor, por que não tirar o paletó e dobrar um pouco a manga da camisa, em vez de ficar desconfortavelmente suado? E, por favor, cores claras e tecidos leves nos dias quentes!


Apesar do terno acinzentado, podemos ver um pouco de cor no guarda-roupa de Hastings


O chapéu era um item indispensável ao vestuário masculino daquela época. Indispensável? Bem, se a ocasião não o exigisse maiores formalidades e se assim fosse de sua vontade, o chapéu podia ser trocado por uma boia ou boné, ou até mesmo ocasionalmente esquecido. E quanto ao colete, bem, este também cumpria uma série de postulados conforme os costumes, desde o tecido até o formato, passando pelos níveis de formalidade. Se a ocasião fosse mais descontraída, nada como dar um pouco mais de vida e alegria trajando um colete colorido de lã.



SE ADAPTANDO À OCASIÃO


Hastings em seu terno básico diário

Hastings também se adapta ao local e à ocasião com mais facilidade que Poirot. Quando na cidade, ele traja ternos em cores e tecidos mais fechados e austeros, chapéus e gravatas, assim como o sobretudo.



O chapéu básico


Mas se está no campo, muda rapidamente para os tecidos mais leves, os tweeds e as roupas mais informais. E , é claro, se vai praticar algum esporte ou simplesmente passar algum tempo em companhia de outros desportistas, ele também se adapta e se veste de acordo.


Hastings em uma caçada no campo, com chapéu, casaco, cachecol e luvas adequados


Hatings contrastando com Poirot: na praia, elegante mesmo de camisa de mangas curtas e bonè.


Ir à praia de terno completo ou de sobretudo pode parecer uma loucura nos dias atuais. Bem, mas naquela época, este era o costume, de modo que nem Poirot nem o Inspetor Japp estão fazendo nada de se causar estranhamento. Era o costume, mas não era uma obrigação, e Hastings sabia disso. Tanto que preferiu se adaptar melhor ao evento e ao local, vestindo-se de modo mais descontraído. Na verdade, esta é uma das raras ocasiões que vemos um dos personagens masculinos de camisa de mangas curtas - e só mesmo o Capitão Hastings poderia vesti-la e manter a mesma elegância masculina.



Hastings no campo de golfe e Poirot, de costas, com seu tradicional terno.



EM ROMA COMO OS ROMANOS



Hastings em paletó de linho claro sob o sol do Oriente


O mesmo acontece se a aventura se passa em um lugar completamente diferente, como no Oriente, por exemplo, a altas temperaturas e umidade. Sem perder a elegância jamais, Hastings troca os pesados ternos por um vestuário mais leve e adequado à situação e ao local . Ah, sim: e as camisas de mangas curtas sem paletó. Além, é claro, de não dar mais importância aos vincos e amassados do que eles realmente merecem.


Hastings em camisa de manga curta sob o sol do Oriente



UM GENTLEMAN, SEM DÚVIDAS!


Hastings vestido para um jantar formal



Agora, o que ninguém pode dizer é que Arthur Hastings não sabe se vestir com estilo. Se a ocasião exige formalidade absoluta, Hastings responde à altura em seu traje formal completo. Atente para a echarpe da mais fina lã e para as luvas branquíssimas. Simplesmente um gentleman! 



quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Notícias & Novidades - NOVOS TOMMY E TUPPENCE NA TV!


 EM EPISÓDIOS NOVINHOS EM FOLHA, O ADORÁVEL CASAL

 DE VOLTA ÀS TELAS COM O MESMO CHARME


Jessica Raine como Tuppence e David Williams como Tommy


Oba! Os primeiros episódios do novo Partners in Crime já estão em franca produção, estrelando os atores David Williams e Jessica Raine como Tommy e Tuppence Baresford, respectivamente. Dirigido por Edward Hall, as aventuras do simpático e apaixonado casal serão divididas em 6 episódios no total, sendo os primeiros 3 episódios uma adaptação de O Inimigo Secreto e os demais, uma adaptação de M ou N?

Em uma produção de Agatha Christie Limited e da Endor Productions, o novo Partners in Crime será apresentado no canal de TV BBC One em 2015. A ideia é que faça parte das comemorações pelo aniversário de 125 de Agatha Christie.


Jessica Raine como Tuppence e David Williams como Tommy

A primeira aventura de Tommy e Tuppence foi publicada em 1922, e, conforme declarou Mathew Prichard, neto de Agatha Christie e presidente da Agatha Christie Ltd., minha avó ficaria animadíssima em ver seu casal de combatentes do crime revigorados para a BBC após 90 anos desde que ela os deu vida. 

E todos nós, os fãs do charmoso e divertido casal também! Para saber um pouco mais sobre este casal de detetives (que eu simplesmente adoro!) leia mais nesta mesma blogazine em: http://agathachristieobraeautora.blogspot.com.br/2013/07/last-but-not-least-os-outros-que-tambem.html



Francesca Annis como Tuppence e James Warwick como Tommy

Mas esta não é a primeira vez que o charmosíssimo casal aparece na telinha. Em 1983, interpretados por James Warwick e Francesca Annis, eles viveram uma série de aventuras em adaptações de  O Inimigo Secreto e de Sócios no Crime. Mais tarde, em 2006, Tommy e Tuppence voltaram, interpretados por Anthony Andrews e Greta Scacchi, aparecendo em adaptação de Um Pressentimento Funesto, que fazia parte da série Marple para a ITV.


Anthony Andrews (Tommy), Geraldine McEwan (Miss Marple) e Greta Scacchi (Tuppence)

Bem, ainda que sejam novas versões das mesmas estórias, o que importa mesmo é que o casal jovem, animado, e especialmente, apaixonados um pelo o outro – o que não os impede de implicar um pouquinho ou fazer algumas piadas um com o outro também – está de volta. Eu os adoro!


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Links:


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Agatha & História - AGATHA CHRISTIE E AS ESTÓRIAS AGRIDOCES SOBRE O AMOR


Por ocasião das celebrações do centenário de Agatha Christie em 1990, Rosalind, sua única filha, fala sobre sua mãe escrevendo sob o pseudônimo de Mary Westmacott.


Livros de Agatha Christie sob o pseudônimo de Mary Westmacott


Publicado no site oficial de Agatha Christie (link permanente na lista de páginas; link direto ao final), o artigo escrito por Rosalind possui uma introdução de Mathew Prichard, neto de Agatha Christie. Ele, por sua vez, conta que, ao escrever como Mary Westmacott, sua avó tinha a chance de melhor explorar a psicologia humana que tanto a intrigava na medida em que estava livre das expectativas de seus fãs de romances de mistério. Mathew conta ainda que sua mãe, Rosalind, chamava os romances de Agatha Christie como Mary Westmacott de estórias agridoces sobre o amor. 

Acho que não poderiam ser melhor definidas!



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Por Rosalind Hicks

Por volta de 1930, minha mãe escreveu seu primeiro romance usando o nome Mary Westmacott. Estes romances, seis no total, representavam uma ruptura complete com o rótulo habitual de Agatha Christie a Rainha do Crime.

O nome Mary Westmacott foi escolhido após algumas considerações. Mary era o segundo nome de Agatha, e Westmacott, o nome de um parente distante. Ela conseguiu manter sua identidade como Mary Westmacott em sigilo por quase vinte anos, e os livros, para seu grande prazer, tiveram um sucesso modesto. 
Giant’s Bread foi publicado pela primeira vez em 1930 e foi o primeiro de seis livros sob este nom de plume. É um romance sobre Vernon Deyre, sua infância, sua família, as duas mulheres que amou e sua obsessão pela música.

Minha mãe tinha alguma experiência com o universo da música, uma vez que teve aulas de canto e de piano para concerto em Paris quando ela era jovem. Ela se interessava por música moderna e tentava expressar os sentimentos e as ambições do cantor e compositor. Há muito da infância e da 1ª Guerra Mundial retirados de suas próprias experiências.

Seus editores, Collins, não ficaram muito entusiasmados com esta mudança de direção em seu trabalho, pois ela, a esta altura, estava ficando bem conhecida no universo da ficção detetivesca. Eles não precisavam ter se preocupado. Em 1930, ela também publicou O Misterioso Mr. Quin e Assassinato na Casa do Vigário, primeiro livro de Miss Marple. Durante os próximos dez anos, seguiram-se nada menos que dezesseis romances com Poirot, incluindo títulos como Assassinato no Expresso do Oriente, Os Crimes ABC, Morte no Nilo e Encontro com a Morte.

Seu segundo livro como Mary Westmacott, Unfinished Portrait, foi publicado em 1934. Ele também se calcava muito em suas próprias experiências e juventude. Em 1944, ela publicou Absent in the Spring. Agatha escreveu em sua Autobiografia:


Agatha Chrsitie


Pouco depois disso, eu escrevi o livro que me satisfez completamente. Foi um novo livro de Mary Westmacott, o qual eu sempre quis escrever, que estava claro em minha mente. Era o retrato de uma mulher com uma imagem completa de si mesma, do que ela era, porém, sobre a qual ela estava inteiramente enganada. Através de suas próprias ações, seus próprios sentimentos e pensamentos, isto seria revelado ao leitor. Ela estaria, como ocorreu, continuamente se encontrando, não se reconhecendo, mas se tornando cada vez mais desconfortável. O que a levou a esta revelação teria sido o fato de que, pela primeira vez em sua vida, ela se encontrava sozinha – completamente sozinha – por quatro ou cinco dias.

Escrevi este livro em três dias seguidos... Trabalhei direto... Acho que jamais fiquei tão cansada... Eu não quis mudar uma palavra, e, embora eu mesma não saiba, é claro, como ele realmente é, ele foi escrito como eu pretendia escrever, e esta é a mais orgulhosa alegria que uma escritora pode ter.

Eu acho que Absent in the Spring combina muitos dos talentos de Agatha Christie, a escritora de estórias de detetives. É muito bem construído, de leitura compulsiva. Você consegue ter uma visão maravilhosamente clara de toda a família a partir dos pensamentos de uma mulher sozinha no deserto – realmente um notável triunfo.

Em 1947 ela escreveu The Rose e the Yew Tree. Estes eram grandes favoritos dela e meus também. É uma estória assombrada e bonita. Estranhamente, Collins não gostou dela, and como eles não tinham sido muito gentis com nenhuma das estórias de Mary Westmacott, ela o levou para a Heinemann, que publicou este e seus outros dois livros - A Daughter’s a Daughter (1952) and The Burden (1956).

Os livros de Mary Westmacott tem sido descritos como romances românticos, mas eu não acho que este seja realmente um atributo justo.  Elas não são estórias de amor no sentido geral do termo, e definitivamente elas não tem um final feliz. Elas são, creio eu, sobre estórias sobre o amor em sua forma mais poderosa e destrutiva.

O amor possessivo de uma mãe por sua criança, ou de uma criança por sua mãe tanto em Giant’s Bread and Unfinished Portrait. A batalha entre a mãe viúva e sua filha adulta em A Daughter’s a Daughter.  A obcessão com sua Irma mais nova em The Burden [O Fardo, em português], e a proximidade entre o amor e o ódio – o fardo nesta estória sendo o peso do amor de uma pessoa sobre outra.

Mary Westmacott nunca obteve a mesma aclamação crítica de Agatha Christie, mas os livros alcançaram algum reconhecimento de uma forma mais modesta, e ela ficou satisfeita quando as pessoas gostaram deles – ela foi capaz de realizar seu desejo de escrever alguma coisa diferente.


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Link:


domingo, 9 de novembro de 2014

AGATHA & FILATELIA - OBRAS de AGATHA CHRISTIE em SELOS


Selos da Grã-Bretanha:


HOMENAGEM ÀS OBRAS DE AGATHA CHRISTIE



1973 - Carimbo comemorativo alusivo à peça teatral A Ratoeira, que estreou em Londres em 1952.




1991 - Poster filatélico alusivo à obra A Ratoeira



1991 - Poster filatélico alusivo à obra O Misterioso Caso de Styles






1991 - Poster filatélico alusivo à obra O Misterioso Caso de Styles


1991 - Poster filatélico alusivo à obra Cai o Pano



1991 - Poster filatélico alusivo à obra Assassinato na Casa do Pastor



1991 - Poster filatélico alusivo à obra Assassinato no Expresso do Oriente



1991 - Poster filatélico alusivo à obra O Homem do Terno Marrom



1991 - Poster filatélico alusivo à obra Giant's Bread (1930), publicado sob o pseudônimo de Mary Westmacott



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