terça-feira, 13 de agosto de 2013

Notícias & Novidades - Livro: Viagem à Terra da Rainha do Crime


Uma viagem simplesmente maravilhosa!


Você é fã de Agatha Christie? E da Inglaterra, seus vilarejos tranquilos, seus casarões vitorianos, suas igrejas históricas,  seus inúmeros jardins floridos em mil e uma cores? Sim?! Ah, então você não pode perder esta viagem! E nem precisa sair de casa.  
 

Em seu livro Viagem à Terra da Rainha do Crime (Chiado Editora, 2013), Tito Prates nos conduz por uma fascinante viagem através da Inglaterra de Agatha Christie. Visite os locais que de alguma forma estão ligados à Dama dos contos de mistério, explore suas peculiaridades, conheça um pouco mais da vida e do dia a dia de Agatha Christie através dos lugares que se relacionam com sua biografia. Aproveite também para fazer um mini tour pelos pontos turísticos da Inglaterra e veja como a história de outras Rainhas Inglesas se cruza com a história de nossa Rainha do Crime.
 

Tito Prates
Ah, mas você é na verdade um fã ardoroso dos livros de Agatha Christie? Então não pode perder a brincadeira que Tito Prates, igualmente um grande fã e profundo conhecedor de sua vida e de sua obra, lhe propõe. No livro, você é convidado a participar de um instigante jogo, no qual personagens espalham dicas ao longo do texto para que você descubra quem são e a que livro ou conto pertencem. Coisa fina, para experts!

Deixe-se levar por este universo maravilhoso. Imagine que de alguma forma o simpático Hercule Poirot ou a doce Miss Marple – ou os dois juntos, por que não? – lhe pegaram pela mão e lhe levaram para um passeio fantástico pelo mundo desta que é a maior escritora de romances de crime e suspense de todos os tempos.

O lançamento de Viagem à Terra da Rainha do Crime será:

dia 24 de agosto de 2013,

a partir das 15H30,

na Livraria Martins Fontes - Av. Paulista, 509, Bela Vista, São Paulo.

Você não pode perder esta que vai ser sem dúvidas uma viagem inesquecível!
 
 

sábado, 10 de agosto de 2013

LIVROS & ENTRELINHAS - Capa de livro também é cultura!



Alguns livros se compram pela capa!



Você compra um livro pela capa? O ditado popular lhe avisa que esta não é uma decisão sábia. Mas, se o livro for de Agatha Christie e se a capa tiver sido criada por Tom Adams, não perca tempo: compre-o imediatamente!
Nascido em 1926, o pintor e ilustrador de origem norte-americana foi o artista responsável por mais de 100 capas de livros da escritora. Inicialmente publicados nas décadas de 1960 e 1970 pela editora Fontana na Grã-Bretanha e pela editora Pocket Books nos EUA, os livros de Agatha Christie com capas criadas por Tom Adams foram posteriormente reproduzidos em todo o mundo.

Veja se você reconhece - ou até mesmo possui algumas dessas capas:

seleção de livros de Agatha Christie  com capas idealizadas por Tom Adams

Hoje, as ilustrações do artista para as obras da escritora são mundialmente reconhecidas como ícones da arte do século XX no ramo das capas e brochuras. Além disso, Tom Adams produziu vários desenhos e telas calcados em Agatha Christie e em temas relacionados a ela, e que foram utilizados em cartazes e outros materiais, como se pode ver em alguns que reproduzo nesta publicação.


Agatha Christie: Queen of Crime  (Tom Adams)



Tom Adams também emprestou sua arte a vários filmes de ficção cientifica, como Uma Odisseia no Espaço (2001), de Stanley Kubrick, e Flash Gordon, de Mike Hodges, e teve a importância de seu trabalho reconhecida ao receber vários prêmios como ilustrador, como o da Sociedade Americana de Ilustradores, a Associação Americana de Diretores de Arte, e a Associação de Diretores de Arte e Design da Grã Bretanha. Porém, a parceria entre Tom Adams e Agatha Christie ganhou uma projeção e um reconhecimento mundial.



Mathew Pritchard (neto de Agatha Christie) e Tom Adams no Museu de Torquay

Recentemente, no final de 2012, o Museu de Torquay, em Devon, local onde Agatha Christie nasceu, sediou a exposição de uma série de pinturas originais de Tom Adams para capas de livros da escritora. A maioria dos originais destas ilustrações encontra-se dispersa entre colecionadores de todo o mundo, sendo muitos deles raros e valiosos. Porém, a curadoria do museu, com a participação do próprio Tom Adams e o apoio constante de Sir Mathew Pritchard, neto de Agatha Christie, conseguiu reunir diversos desses originais para esta exibição memorável.



Cartaz da exposiçãono Museu de Torquay


Se você perdeu a oportunidade de ver a exposição no Museu de Torquay, não fique triste. O site delicious death (cujo link disponibilizo abaixo) apresenta uma vasta coleção de fotos das capas dos livros de Agatha Christie idealizadas por Tom Adams, separadas por década de edição. Vale a pena conferir!






quinta-feira, 8 de agosto de 2013

MISS MARPLE: CHÁ & BOLINHOS - Enquanto Miss Marple Aguardava na Fila



Miss Marple já andava há tempos 

perambulando por aí!




Geraldine MacEwan como Miss Marple

Conforme consta, o primeiro livro que trouxe aventuras de Miss Marple foi Assassinato na Casa do Pastor (Murder at the Vicarage, 1930). Mas, o que será que a adorável senhorinha idosa andava fazendo antes de ser tornar a Miss Marple de St.Mary Mead que todos conhecemos?

Agatha Christie não estava falando em vão quando declarou na Autobiografia que Miss Marple se insinuou quieta e silenciosamente dentro de sua mente. Ocorre que a esperta velhinha já andava por aí, ou melhor, já perambulava pela obra e pelas ideias de Agatha Christie algum tempo antes de sua primeira aparição oficial.



Ensaiando para Miss Marple


Primeiramente, voltemos a 1926 com O Assassinato de Roger Ackroyd – The Murder of Roger Ackroyd. Lá encontramos Caroline Sheppard, a personagem que Agatha Christie descreve como:

(...) uma solteirona cheia de curiosidade, que sabe tudo, escuta tudo
– é o serviço completo de um detetive em casa.

Hum, isso por acaso lhe recorda alguém? Lembre-se de que no início Miss Marple não era nem doce, nem gentil, mas sim, uma velhota fazedora de intrigas! (Leia mais sobre as duas personalidades de Jane Marple em: http://agathachristieobraeautora.blogspot.com.br/2013/07/domingo-e-dia-de-cha-e-bolinhos-com_6.html )

Pois foi a própria Agatha Christie quem declarou décadas mais tarde na Autobiografia que a personagem Caroline Sheppard foi uma espécie de ensaio ou introdução à Miss Marple.

Do mesmo modo, os habitantes do vilarejo descrito em O Assassinato de Roger Ackroyd viriam a se transformar nos célebres moradores de St. Mary Mead, o vilarejo onde depois habitaria Miss Marple.




Joan Hickson como Miss Marple
"Como é semelhante o mundo
em todo lugar!"

Agora, vamos para 1928, ano de publicação de O Mistério do Trem Azul (The Blue Train). Lá encontramos Katherine Grey, uma jovem mulher de 33 anos que costumava trabalhar como acompanhante para uma viúva idosa chamada Mrs. Harfield. Embora o primeiro nome de Mrs. Harfield fosse Emma, seus amigos e vizinhos a chamavam de Jane.
Hum, isso pode ser apenas uma coincidência corriqueira de homônimos, já que o primeiro nome de Miss Marple tembém é Jane. Todavia, acontece que o nome da tal vila onde esta outra tal Jane de O Mistério do Trem Azul morava chamava-se St. Mary Mead: a mesma onde reside a também idosa Jane Marple!

Outro fato interessante ligada a O Mistério do Trem Azul é que a própria jovem Katherine Grey, em determinado momento, pensando alto, fala assim consigo mesma:

Oh, céus! Como extraordinariamente semelhante é o mundo em todo lugar! As pessoas estavam sempre me contando coisas em St. Mary Mead, e elas são exatamente as mesmas coisas aqui.

Onde foi que você já ouviu estas mesmas palavras antes, hein? Ou melhor, proferidas por quem? Se você está familiarizado com o jeitinho de Miss Marple, sabe bem a resposta.


Julia McKenzie como Miss Marple


Acontece uma Mágica Misteriosa

A construção de personagens por um escritor é uma coisa engraçada. E um mistério também. Eu sou escritora: eu sei muito bem disso!
Nós julgamos, orgulhosos, que somos nós quem inventamos, criamos, concebemos um personagem. Tolos, acreditamos que somos os donos deles. Ah, ledo engano! Existe uma mágica misteriosa que acontece conosco - simples escritores - e que faz com que os personagens, que viviam em uma outra dimensão qualquer, atravessem a barreira para nossa realidade e ganhem vida através de nossa escrita. É praticamente uma psicografia.
Como reconheceu muito sabiamente Agatha Christie na Autobiografia, seus personagens:
 (...) formaram uma fila diante da fronteira de sua consciência, prontos para saltarem diretamente para o palco
– e para as páginas dos livros.
Miss Marple aguardava na fila a sua vez de tomar vida, mas, sem querer, acabou esbarrando em alguma coisa e chegou um pouquinho mais cedo. Que bom!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Link Legal - Desafio maluco: ler toda Agatha Christie em 1 ano!


De médico,
de fã de Agatha Christie
e de louco,
cada um tem um pouco!


Anskov e seu livro
Navegando distraidamente pela internet um dia desses, me deparei com um vídeo de aspecto amador. Era um rapaz de seus 30 anos, vestido bem informalmente, de bermudas, chinelos e camiseta, caminhando da câmera em direção a um banquinho em um pacato quintal gramado de uma casa de classe alta. Ele trazia consigo um livro nas mãos. Ajeitou os óculos e começou a falar do livro, mostrando-lhe a capa, e contando suas impressões a respeito. E de quem era o tal livro? De Agatha Christie!

Pesquisei mais um pouco e descobri que o rapaz – suponho fortemente que seja norte-americano – que se assina como Anskov, criou para si mesmo, em dezembro de 2007, um desafio muito legal: ler toda a obra de Agatha Christie em 1 ano. Ele já era fã e já havia lido alguns livros. Bem, ele se aplicou bastante, todavia, em apenas 1 ano não conseguiu - obviamente. Então, mudou de estratégia: ler o máximo possível da obra até que consiga lê-la todinha. Agora, em 2013, Anskov promete que terminará de ler todos os livros afinal.

O bacana é que ele vai postando no blog somente vídeos sobre o percurso de seu desafio: o livro que está lendo, as dificuldades, as surpresas, tudo de um jeito super descontraído, como se estivesse batendo um papo com seus amigos, hora na sala de sua casa, hora em seu quarto, hora no quintal. Ele também contabiliza quantas barras chocolate ou quantos pacotes de batatas fritas comeu ao longo das leituras – mais ou menos como Bridget Jones fazia, lembram-se? Eu lhe enviei um comentário em nome do blog (e de quebra dos fãs brasileiros) dizendo assim:

Grande desafio! Eu mesma já li todos os livros e contos, para não mencionar os romances autobiográficos. Exceto por um e tão somente um: Cai o Pano, o qual foi um presente de aniversário de 18 anos (há mais de uma década, devo dizer) e o qual eu reservei para ler por último – só não sei quando exatamente ainda. Bem, eu também mantenho um blog dedicado a nossa Rainha do Crime, onde eu publico crônicas e textos leves e descontraídos sobre ela e seu trabalho. Porém, o blog é escrito em português, uma vez que eu sou brasileira. Por isso, imagino que ele não lhe seja muito útil. Mas, eu queria apenas que você soubesse que há milhares de fãs de Agatha Christie no Brasil também. Parabéns por sua iniciativa!

Dizem por aí que de perto ninguém é normal. Mas eu já penso que há alguns tipos de loucura que são muito mais saudáveis do que certas normalidades que andam fazendo pelo mundo a fora – haja vista as coisas ditas normais que os políticos brasileiros fazem todos os dias. Bem, Anskov ainda não me respondeu. Mas, se vocês quiserem acompanhar suas malucas aventuras literárias, basta clicar no link abaixo. Ah, só um detalhe: ele fala tudo em inglês, naturalmente. 

 
 
 

sábado, 3 de agosto de 2013

LIVROS & ENTRELINHAS - Uma agradável viagem ao Oriente Médio



Vamos, conte-me, como vocês vivem lá?


bazar em Istambul


Quando me perguntam qual é o meu livro favorito de Agatha Christie, eu respondo imediatamente: Desenterrando o Passado (Como, Tell Me How You Live). Porém, geralmente, a maioria dos fãs da escritora me encara com uma expressão interrogativa no rosto. Mas, esse livro tem outro título? É do Poirot ou da Miss Marple?  Não e não: o título é esse mesmo e não é de nenhum dos dois detetives. Sequer é sobre uma história de detetives. Nem de crime, nem de mistério! Mas que livro é esse, afinal? É da Agatha Christie mesmo ou é sobre ela? É bom?? Sim, foi escrito pela própria e é simplesmente adorável!






meu exemplar



Se me perguntassem Qual é o livro de mistério de Agatha Christie que você mais gosta, minha resposta certamente seria outra. Desenterrando o Passado é uma agradável viagem ao Oriente em companhia do casal Agatha e Max Mallowan. A melhor definição sobre a obra nos é apresentada pela própria autora no Prefácio do livro:

Este livro é uma resposta. É a resposta a uma pergunta que me fazem frequentemente: ‘Então você faz escavações na Síria, não é? Conte-me tudo a respeito. Como você vive? Numa tenda?’, etc., etc.









A Escritora, os Árabes e os Europeus





deserto do Saara

Com seu estilo peculiar de descrever os personagens de forma impecável, Agatha Christie vai nos apresentando a indivíduos interessantíssimos – e, o melhor de tudo, pessoas reais – que ela conheceu e com as quais conviveu durante o tempo em que acompanhou seu marido arqueólogo pelas escavações onde trabalhava. Vamos nos inteirando, de um modo divertido, sobre os nativos, seus hábitos, seu modo de encarar os estrangeiros – no caso, a própria Agatha Christie e os outros europeus – suas formas de pensar e entender o mundo. Conhecemos desde beduínos a Xeques, humildes servos árabes a orgulhosos oficiais militares. Da mesma forma, vamos também interagindo com figuras ocidentais excêntricas e interessantes, que andavam por aquelas bandas àquela época.






Viagem pelo Mundo das
Mil e Uma Noites





mesquita


 
Como se isso não bastasse, acabamos fazendo uma incrível viagem pelos lugares exóticos por onde o casal Mallowan passou. Através do olhar aguçado da escritora, passeamos de camelo, de burro, a cavalo, em charretes, em caravanas, de carro, de ônibus, em frágeis barcaças ou em grandes barcos pelos rios da região. Conhecemos comidas, especiarias, cheiros, gostos, visitamos bazares, mesquitas, palácios, templos, casas típicas, tendas simplórias, assim como casarões de ocidentais, erguidos na região. Viajamos pela Turquia, pela Síria e pela antiga Mesopotâmia, hoje, o Iraque. Aprendemos muita coisa preciosa sobre seus costumes e sua história – afinal de contas, estamos na privilegiada companhia de um dos mais conceituados arqueólogos da época - não nos esqueçamos disso!





Como Hóspedes de Agatha e Max



O Casal Mallowan - Agatha e Max

Porém, o mais bacana mesmo deste livro, em minha opinião, é poder conviver por um tempo em companhia de Agatha e Max. Como se fossemos seus hóspedes, membros de seus círculo de amigos íntimos. De um modo tranquilo e despretensioso, Agatha Christie vai nos permitindo testemunhar seu cotidiano ao lado do marido, compartilhar das miudezas e trivialidades do dia a dia bem como das preocupações caseiras, desde fazer as camas pela manhã ao trato com os criados de temperamento incerto, desde percalços com os meros carrapatos dos cachorros à estrada enlameada onde o cavalo afunda as patas.

Como coloca Agatha Christie ao final do Prefácio: 



Este é, na verdade, uma ninharia – um livro muito pequeno, cheio de quefazeres e acontecimentos cotidianos.


Sempre modesta nossa querida escritora. Este livro é, na verdade, um agradável e tranquilo passeio, recheado do delicioso estilo bem humorado com que Agatha Christie nos descreve com precisão as pessoas, as coisas, os lugares e os fatos: é quase como se estivéssemos mesmo por lá. Sendo assim, então, boa viagem!



Desenterrando o Passado, Ed. Nova Fronteira, tradução de Cora Ronai Vieira, 1974.


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Poirot: Bigodes & Bengala - Paródias de Poirot em filmes


Falem bem, falem mal, mas falem de mim!


desenho de Hercule Poirot


Não, não, Hercule Poirot jamais pronunciou esta frase. Pelo menos, não que eu saiba. No entanto, modéstia não chega a ser exatamente uma palavra com a qual possamos definir o caráter de nosso querido detetive belga, não é mesmo? Agora, isto sim, como se fala sobre Poirot! Para além disso: como se copia Poirot! Muitas são as paródias – caricatas, satíricas – e as referências explícitas àquele que é um dos mais famosos personagens criados por Agatha Christie.

Começando pelos filmes, várias são as comédias onde Poirot figura. Às vezes, apenas uma paródia leve, daquelas que se pode considerar até uma homenagem bem humorada. Outras vezes, porém, mais ácidas, de gosto duvidoso. Portanto, vale logo um aviso: se você não tem bom humor ou é do tipo que não consegue rir de si mesmo e nem de seu personagem favorito, é melhor respirar fundo antes de continuar lendo. Em todo caso, é bom recordar as próprias palavras de Poirot, repetidas em vários livros:



Eu pertenço ao mundo, mon ami.




Peter Sellers como o Inspetor Closeau


Em O Retorno da Pantera Cor de Rosa (1978), o sexto filme da série clássica, o Inspetor Closeau, interpretado por Peter Sellers, vai parar em um asilo para doentes mentais. Lá ele encontra Poirot, interpretado por Andrew Sachs: um interno que, no melhor estilo do clássico personagem cômico, o maluquinho Napoleão Bonaparte, repete insistentemente ser o maior detetive de toda a França, o maior do mundo! Hum, interessante, porque Poirot é belga, mas Napoleão é francês, então fica tudo misturado e por conta da pantomina.  

Já a comédia O Estranho Caso do Fim da Civilização Como a Conhecemos (1977) é uma sátira a Sherlock Holmes e ao gênero detetivesco em geral, onde um caricato Poirot faz uma breve aparição, representado por Dudley Jones.





Poirot, o 6º Spice.  (Hãn ??!!)


The Spice Girls



Hercule Poirot (Quem diria!) interage com as cantoras britânicas do grupo Spice Girls na comédia musical Mundo das Spice Girls (1997). Quando ele vai acusar Emma Bunton do crime, uma das Spices, que portava uma arma, ela lhe lança um adorável sorriso ingênuo, e, encantado com a linda mocinha, Poirot decide acusar então um homem inocente.

A adaptação do livro Os Crimes ABC, que resultou no filme O Assassinato do Alfabeto (1965), não se preocupou em seguir o livro original. Pelo contrário: está mais para uma comédia baseada no livro, com uma sátira a Poirot, feito por Tony Randall, que investiga o assassinato enquanto foge das tentativas da polícia para tirá-lo da Inglaterra e mandá-lo de volta para a Bélgica.




Assassinato por Morte



James Coco interpretando Milo Perrier em Assassinato por Morte

Porém, uma das comédias que eu mais gosto no gênero é Assassinato por Morte (1976). Ela satiriza o tradicional mistério do crime ocorrido em uma casa vitoriana no campo. O personagem Milo Perrier (igual ao nome da famosa água francesa), feito por James Coco, é obviamente uma paródia de Poirot. Interessante é que, entre outros, Miss Marple também é satirizada no filme.

Hercule Poirot sem dúvidas impactou muita gente e deixou sua marca no universo das estórias de investigação, crime e mistério. Do contrário, não teria sido tão copiado e satirizado na dramaturgia. De modo semelhante, nos seriados de TV, nos livros, e em outros meios, o personagem de Agatha Christie também foi largamente parodiado. Na próxima publicação de Pelos bigodes de Poirot! eu comento algumas destas outras aparições cômicas de nosso querido detetive belga em outras mídias. Aguardem!



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PS: Um recadinho para os fãs que ainda se incomodam com as sátiras ao nosso amado detetive belga: lembrem-se daquele ditado popular: Quem desdenha, quer comprar!

segunda-feira, 29 de julho de 2013

ENTRE ASPAS - Diversões infantis na época de Agatha Christie



Senhoras e Senhores: a diversão chegou!



Agatha Christie



Para fechar o período de férias, eu trago uma passagem da Autobiografia na qual Agatha Christie narra um trecho de suas memórias da infância: sob o olhar inocente de uma criança fascinada, ela descreve uma feira e suas atrações encantadoras para os pequenos de qualquer época. Serve também como uma evidência histórica, já que é uma interessante descrição do mundo circense naqueles tempos.





 (Segunda parte: Meninas e meninos, venham brincar)
A minha maior alegria e pela qual eu ansiava era a feira. O carrossel, onde eu cavalgava cavalos com crinas, a girar, a girar, a girar, e uma espécie de montanha-russa que subia e descia ladeiras. Duas máquinas tocavam música aos berros, e, quando nos aproximávamos do Carrossel ou dos carrinhos da montanha-russa, e a melodia combinada resultava em uma horrível cacofonia.
 

carrossel
Depois, havia ainda todas as exibições. A Mulher Gorda; Madame Arensky, que predizia o futuro; a Aranha Humana, horrível só de olhar, o Tiro ao Alvo,onde Madge e Monty gastavam sempre muito tempo e dinheiro. E barracas em que os alvos eram cocos, e Monty geralmente ganhava grandes quantidades deles, levando-os para casa para mim. Eu adorava cocos!
 
Fico imaginando como eram ingênuos e divertidos aqueles tempos...